"Gaia Ciência significa as saturnais de um espírito que suportou duramente uma demorada e terrível pressão, pacientemente, friamente, sem abdicação mas sem perder a esperança e repentinamente é assaltado pela esperança, pela esperança de sarar, pela embriaguez de sarar."

 

O fim da filosofia não significa o fim do pensar, e sim o fim do passado filosófico. Da história da filosofia, de um passado imaginado que molda o presente. De velhas idéias que ainda tentam representar o agora. Da história que dita o presente contínuo.

A filosofia momentânea busca pensar o momento atual. Ela não pode mais se prender ao passado, nem ter alucinações com o futuro. Serve para verificar o único instante existente: o agora - o resto é irreal, ilusório, uma alucinação moderna que reflete uma simulação a 33 quadros por segundo.

A situação que existe hoje contribui para manter o ser humano preso em uma condição passiva e alienada. Em um mundo onde a massa é controlada por poucos que se mantêm no poder: o Governo. Uma instituição tão ilegítima quanto as quadrilhas criminosas.

A filosofia do agora repousa na intuição de que tudo o que foi dito até hoje serve apenas para nos fazer mergulhar em um simulacro, num mundo de faz-de-conta. Ela nos faz esquecer o passado, a história e as velhas crenças. Tudo o que acreditamos pode ser ilusão. Tudo.

Num mundo de ilusões, devemos respeitar as ilusões alheias?

O que existe agora não é aquilo que foi ensinado. Nos ensinaram a respeitar e aceitar um sistema que mantêm o homem condenado ao trabalho escravizador que beneficia alguns. Num estado de sonolência tão profundo que nem sabemos que vivemos num coma social.

Escravo é aquele que não consegue se libertar da sua condição atual, nem consegue sequer enxergar sua condição de oprimido e explorado.

Acredita no que a mídia burguesa diz.
Aceita pagar impostos a um governo corrupto.
Ganha um pequeno salário para sobreviver.
Acredita que suas crenças estão certas e as dos outros erradas.
Acha inevitável sua condição de vida.
Vive buscando o sonho de consumo americano.

Governo é uma imposição da corrupção humana.

Corrupção é tirar vantagem da coletividade.
Tomar para si o que é da sociedade.
Desfrutar da riqueza dos outros.
É atropelar o faminto com uma ferrari
paga com dinheiro público roubado.

O ápice do egoísmo humano é
dizer que existe o direito sobre as riquezas
enquanto nossos irmãos morrem de fome
neste exato momento
.

O egoísta acredita que tem direito sobre as terras.
Acredita que tem o direito de controlar o trabalho alheio
e oferecer umas migalhas para os pobres coitados
que não tiveram a mesma sorte.
"Sorte" de herdar a riqueza roubada dos nativos.

 

Nada vai durar pra sempre

nem este corpo

nem este computador

nem estas idéias

então, porque se iludir

com coisas passageiras

Se todas as verdades

são irrealidades.

Se o mundo em que vivo está iludido

pela democracia,

pelo capitalismo,

pela crença no dinheiro

e pelo egoísmo

que corrompe a alma.

Corrompe Deus que está em nós

neste exato momento.

"Deus está morto!"

 

Se Se Deus é omnipresente
Ele está presente em tudo.
Se Deus está em tudo,
Nós estamos em Deus neste exato momento.

 

A situação não vai melhorar.

A situação é o que existe agora.

O agora não muda,

nem nunca vai mudar.

Tudo vai continuar como está AGORA.

A idéia do progresso é uma contínua tapeação.

Nada vai mudar amanhã,

enquanto HOJE somos roubados por corruptos.

O hoje é o real,

e o agora é a eternidade.

 

"Vivemos em uma sociedade de massa, como unidades de um rebanho, e a sabedoria convencional nos ensina que a segurança está em seguir o rebanho. Mas o meu amigo tem razão: o homem não é um animal de rebanho; sua segurança está na sua habilidade como caçador, na sua capacidade de agir e existir sozinho, entender o rebanho faz parte da habilidade do caçador, esconder-se do rebanho é uma decepção útil, mas ele não pode fazer parte do rebanho sem sacrificar a essência de sua natureza". (Korda)